terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Diario de Viagem - Parte 1


Como a maioria dos brasileiros da classe média fizeram, eu também fui viajar. Não que eu seja da classe média, é claro. Pagaram pra mim. Até por que eu fui de ônibus. Um lixo de ônibus. Seriam 18 horas sem nada pra fazer, então resolvi fazer um lindo diário de viagem dentro, narrando tudo a partir da saída da minha casa até a rodoviária de Teófilo Otoni, MG, meu destino. Ficou divertidinho. Vale a pena. Acompanhe:
Diário de Viagem: Bruno Quaresma
Um dos meus piores pesadelos está acontecendo: estou viajando. Não que isso seja ruim, mas é que eu sou meio carente e ficar sentado, sozinho, num banco de ônibus por mais de 15 minutos me incomoda muito. Mas vamos lá. O povo de minas quer me ver, então eu vou lá. Ah sim! Já ia me esquecendo: vou pra Minas Gerais: 18 horas de viajem, que terror! Isso sem contar as duas horas até São Paulo e as 4 horas esperando o buzão chegar. To perdido!

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
10h10min, Cidade de Eng. Coelho – Depois de deixar meu pai com a consciência pesada consegui fazer com que ele me trouxesse até a rodoviária, e de carro! Ele queria me trazer, juntamente com a minha mala de umas 30 toneladas, de moto!!!!!
Mas antes de chegar à rodoviária, nós fomos ao mercado, onde ele me fez gastar 15 reais em lanche para a minha viajem. Ele me deu 20 reais para isso, mas esse era o dinheiro que eu iria guardar para as minhas futuras diversões. Passei um pouco de raiva com ele, mas no fim fomos, os dois vivos e sem dinheiro, para a rodoviária.

10h18min, Buzão pra SP – Cheguei na rodô com o buzão quase saindo. Comprei a passagem e embarquei. Eu deixei a mala no bagageiro, só que o motorista, que tem cara de malandro, não deu nenhuma identificação para as minhas coisas. Espero que ninguém roube.

10h45min, Buzao pra SP – Paramos em alguma rodoviária por ai. Eu mudei de lugar para ver se alguém pega a minha mala escondido. Até agora ninguém tentou roubá-la... Ou já roubaram e eu não vi. Vamos voltar pra estrada. Vou parar de escrever por que escrever com o carro andando é um saco! Vou ler Noturno um pouco.

01h59min, Rodoviária do Tietê – Ah, como é bom escrever parado.Cheguei aqui há uns 40 minutos por que essa maldita viagem demorou umas 3 horas, não sei porque. Graças a Deus ninguém roubou minha bagagem.
Fui direto atrás da passagem. Consegui uma pela Itapemirim às 16h00min, mas antes enfrentei um pouco de fila na São Geraldo. Terrível! A partir de hoje eu odeio essa empresa. Que atendimento escroto, viu. A começar pela fila que não andava. Tá, isso é normal na maioria das filas, mas aquilo foi sacanagem. Desde a hora que eu cheguei tinha uma família de três lá no caixa, e eles não saíam de lá! Sei lá o que eles estavam fazendo, batendo um papinho, talvez. Chegaram pro cara do caixa e disseram: “Ei, quer conversar comigo? Quer seu meu amiguinho de Orkut??”... Ou quem sabe foi culpa do atendente incompetente que estava com um rolo de passagens soltas na mão, todo perdido, como ser elas houvessem saído da maquininha por algum erro técnico daquele imbecil.
Fora que a fila dos idosos e gestantes estava maior do que a de gente comum. O atendimento preferencial estava gigantesco!
Eu fui atendido por uma simpática senhora que, bondosamente, levantou-se de sua confortável cadeira e veio até mim, avisando-me que estava livre para me atender. É claro que todo esse encanto acabou quando ela abriu a boca para falar. Parecia que estava drogada. Aparentava uma altitude mental muito elevada, sabe tipo: nuvens... Era a senhora da ponta direita, embaixo da placa da Gontijo do guichê da São Geraldo, ás 13:40 da quarta-feira, 16/12/2009. Espero que ela não seja demitida, pois deve ter uns 200 filhos pra criar, mas um bom treinamento é sempre bem-vindo.
Em fim pulei pro guichê da Itapemirim, onde a fila foi rápida e o atendimento maravilhoso. Só teve um probleminha: A fila do atendimento preferencial estava MAIOR que a do atendimento comum! É como se eles preferênciassem gente comum para ser atendida. “Ah, vamos deixar deficientes, as moças com parasitas na barriga e os velhos que não se agüentam em pé esperando um pouco. Já esperaram a vida toda em filas para votar, pagar contas e serem atendidos pelo SUS... Podem esperar mais um pouquinho, senão eles podem atrapalhar as pessoas normais que tem mais chance de pagar por uma passagem “Golden Super Plus”...”. Aff.

14h32min, Tietê, esperando o ônibus. – Estou prestes a cometer o meu primeiro assassinato. Tem um molequinho aqui que tá com formiga na cueca, não é possível! Ele já levantou, conversou, brincou, pulou, tentou se jogar do segundo piso para a plataforma 23, nove metros abaixo... Ele é terrível! Não sossega! E o pior é que a peste resolveu bater uma garrafa de plástico no banco único, no assento ao lado do meu. Ah!!! Inferno de moleque! Agora ele colocou o dálmata de brinquedo dele na mureta de proteção. Estou quase derrubando o cachorro lá embaixo pra eu ter um pretexto para ajudar o moleque a pular atrás do brinquedo. A única coisa que esse demônio fez de bom foi dizer: “Cala a boca, velha coroca!” para uma berinjela enrugada da idade da Hebe, que dever ser a avó do pirralho. Velha pra caramba! Vou voltar a ler Noturno e prestar atenção em outro molequinho, que deve ser corintiano por que ele tá de olho no meu MP3 que tá carregando ali.

15h59min, mesmo lugar das 14:32. O ônibus sai às 16h30min, por tanto tenho que esperar mias um pouco aqui sentado. Estou feliz por que o moleque morreu. Ou simplesmente saiu daqui, eu não sei direito. Talvez a avó dele tenha se cansado e matado ele afogado na água da privada, ou talvez tenha queimado ele, ou enfiado o nariz e a boca dele no escapamento do ônibus para que ele morresse lenta e dolorosamente... Não.., eu não tenho tanta sorte assim.
Sentado aqui, escrevendo, fico na expectativa de quem terá o imenso desprazer de sentar ao meu lado no buzuca. Digo desprazer por que a pessoa vai ter que permanecer muda e, preferencialmente, sem respirar durante a viagem toda, por que, alem de eu querer dormir (adoro), eu odeio, mas odeio com todo o meu coração, quando um desconhecido começa a conversar comigo. Nossa! Eu fico irado, não sei por que. Como será esse infeliz? Pode ser a minha futura esposa, meu futuro chefe, meu futuro caso de homicídio doloso... Espero que seja alguém legal, ou que não seja ninguém.

16h49min, no buzão. – Enfim no ônibus. Depois de uma tarde até que agradável, embarquei no Itapemirim amarelão Tribus, o ônibus mais barato da frota. Uma pobreza de ônibus. Até que tá bem conservado, mas deve ter a idade do Seu Madruga. Nessas horas que eu fico pensando se eu não deveria ter esperado até a noite e embarcado pela São Geraldo. A Itapemirim tá de parabéns pelo atendimento, mas os ônibus... PQP, né! (Po, Que Pena). Tá certo que é o básico, pras classes mais baixas e tal, mas nem por isso tinha que vir o ônibus dos Flinstones, né? Pelo menos deram uma sacolinha para não vomitar no chão e uma revista para a leitura... Não sei pra quê, já que pobre não sabe ler. Pelo menos pobres que mereçam esse ônibus. Mas agora eu estou em duvida, será que nós somos pobres ou pobre é a empresa que só tem sucata, em vez de ônibus. Voto na 2ª opção, apesar de eu não ter dinheiro.
Mas a essa altura a única coisa que eu quero é sair de SP. Deu uma chuva terrível agora pouco, e você sabe, né... Chuva + SP = Oceano.
Ah, quase me esqueço. O banco ao meu lado está vazio. Estou quase pulando de alegria aqui. O único problema é que a negona da fileira ao lado tem dois filhos. O filho mais velho de uns 3 anos, que ela está espancando nessa viajem, e a menorzinha de um ou dois anos, que está dormindo... O problema vai ser se ela acordar. Mas talvez eu arranque o meu tênis e jogue na testa dela, garantindo que ela nunca mais acorde .

21h15min, algum lugar onde Judas perdeu as botas. – Paradinha de uma hora pro pessoal comer comida ou passageiras mais... deixa pra lá. Adorei o meu lugar. Estou sozinho no banco e o pessoal tá calado. Até as criancinhas perto de mim não dão um pio, nem mesmo quando a mãe as espanca. Acho que elas pressentem o perigo de me deixarem irritado. O ruim é a mãe deles. Meu, como pode, o moleque deve ter três ou dois anos, e a mãe xingando, brigando e batendo nele. Eu gosto de crianças, na verdade, gosto mesmo..quando eu to de bom humor. Eu que tava quase jogando o meu tênis na menininha para ela não acordar e abrir o berreiro, estou quase jogando o meu banco na mãe dela pra ela parar de bater daquele jeito nos filhos. Alias, acho que vou ali pra perto do meu ônibus, por que tem um imbecil fumando do meu lado.

Diário de Viagem - parte 2



Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
01h00min, algum lugar onde Judas perdeu o endereço pra comprar outra bota. – Outra parada. O motorista foi lavar o ônibus. Eu finalmente havia conseguido dormir, depois de horas ou minutos, não sei direito, tentando. Quero dormir!!!
O cara foi levar o ônibus para lavar. Mesmo sabendo que ele vai voltar, sempre dá aquele gelo na barriga: “E se ele não voltar??”. Acabo de ver um ônibus da São Geraldo. Parece muito mais bem conservado que o da Itapemirim. Droga!

01h08min – O ônibus voltou!

7:18, um lugar tão longe que o Judas já deve ter feito uma bota pra ele. – Depois de uma terrível noite de pouco sono, onde eu rolei no banco e acordei toda hora, o que eu mais queria era acompanhar o nascer do sol. Acordei umas 5:00 e fui direto pra janela. Vi algo fantástico, e não era loira. Era uma paisagem linda, um gramado imenso, irregular, como aquele dos Teletubbies. Era um vale, rodeado de montanhas rochosas. A neblina caía sobre ele. E lá atrás vinha o sol, lentamente, tímido ainda. Essa paisagem se repetiu por mais alguns minutos em alguns outros lugares. As vezes com rios calminhos, ou cavalos correndo. Foi incrível.
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.” Sl
Mas infelizmente o espetáculo do nascer do sol acabou e as criancinhas a minha volta acordaram. Malditas! Mas o pior é a mãe delas. Deixa eu explicar melhor: É uma barangona, de uns 28 anos, negona, com pança, daquelas que usa pouca roupa e um tamanco gigantesco de madeira bruta, achando que é bonito. Ela possivelmente teve os filhos solteira ou apanha do marido, por que não para de bater nos filhos. Principalmente o mais velho. Os pais acham que os mais velhos são algum tipo de saco de pancadas onde podem ser descarregadas todas as frustrações deles. Tá terrível o negócio aqui, viu.
O moleque acabou de levar um tombo bem cômico. Ele acordou e ficou de joelhos no banco, enquanto a mãe brincava com a filhinha, na fileira ao lado, que possivelmente tem a mesma idade mental que ela. O ônibus então deu uma freada numa curva. O moleque não teve nem tempo de piscar. Voou! Foi parar no corredor, de boca no chão. Sabe o que a mãe fez?? Pegou o moleque pelo braço, o colocou em pé e tirou sarro! E ainda disse que se chorasse, apanharia! É uma criança, levou um tombo super engraçado... É claro que iria chorar! E ainda por cima ia apanhar se fizesse isso! Mas por quê?? Ele não fez nada de errado. Foi culpa da força da gravidade, bate nela, ué.

09h03min, acho que o Judas já morreu atrás de uma bota nova. – To com a impressão de que estou quase lá. Acabei de lembrar de algo que eu não escrevi. Lembra do dinheiro que eu gastei comprando lanche? Então, gastei de mais. Não comi nem a metade dos biscoitos deliciosos que eu comprei, o que me faz lembrar de outra coisa. Ontem a noite a Polícia Rodoviária Federal parou nosso buzão para ver se tinha drogas ou outro tipo de mercadoria ilegal. Imagina se eles me vissem com aquele monte de bolacha! Nem nota fiscal eu tenho, joguei fora quando comprei. Mas graças a Deus essa viajem já está acabando. Só espero que eu entenda a minha letra depois, na hora de passar pro Blog. Escrever com o ônibus em movimento é terrível!
[Nota: Como podem ver, eu entendi!]

09h18min, Lembrei o nome do lugar: É Gov. Valadares. – O transito parou aqui, não sei por que. Tenho que ligar para o meu avô, mas me dei mal por que o meu celular só pega no estado de SP. Pobre.

09h33min, andamos um pouco. – Meeerrdaaa!!!!! Acabou a bateria do MP3!!!!!!!! Nãããããooooo!! Que inferno! agora fiquei bravo. Sem sinal no celular, suado, cansado, tudo bem, fedido, até ai tudo bem, agora acabar a bateria do MP3... Aí é sacanagem! Tomara que essa viagem acabe logo, viu. Droga de viagem.

09h58min, apoio rodoviário da Itapemirim em Gov. Valadares. – Paramos um pouco no apoio rodoviário da Itapemirim e deu pra carregar meu MP3 e falar com meu Avô! Mais duas horas de viagem ainda, mas pelo menos meu humor voltou.

11h00min, tchau Judas. – Parados na estrada, no meio do nada absoluto, um transito terrível, um calor infernal, nessa droga de ônibus que não tem TV, vendo a massacrante imensidão desse planeta e vendedores ambulantes com pencas de milho cozido na brasa. Que lixo que é a Itapemirim. O ônibus é velho, sujo, bancos rasgados, chão grudento por que vomitaram ou derramaram suco nas viagens anteriores desse veiculo... O Banheiro!! Aff, desgraça de compartimento. Terrível! Dá pra ver o chão da rua pelo ralo do piso, e o ralo da privada não fecha,e então se alguém soltar o Pelé por lá ele vai ficar boiando e sorrindo pra você. Também não dá pra urinar por que, se for mulher, não vai querer sentar lá, eu aposto... E se for homem, o ônibus balança e a gente perde o controle. Tá, isso é normal, mas nos outros ônibus, dá pra se apoiar na parede. Esse aqui não, se você encostar na parede a luz apaga!! Foi terrível ontem a noite, cara. Terrível! Não viajem pela Itapemirim. Vão pela São Geraldo, pela Tupiniquim, Viação da Esquina... Vão com as asas do diabo, mas não vão pela Itapemirim!

11h21min, ... – Ainda parados. A filhinha da vaca ao lado berrando, e a vaca espancando ela. Que inferno, viu. Essa viajem não acaba nunca?

11h23min – Andamos!

12h28min, não me lembro aonde. – Agora sim já deve estar chegando. To tão cansado que quase escrevo “sim” com “Ç”. Ainda estamos no meio do nada. Meus avôs não moram, se escondem! Eles devem estar em algum tipo de programa de proteção à testemunha, sei lá. Aí cavaram um buraco no meio das montanhas e fizeram um ninho ali...

12h50min, ???. – 32 quilômetros para o meu destino que não chega nunca.

13h19min, Teófilo Otoni, MG – Em fim, cheguei.

Mais informações sobre celebrações de fim de ano nas próximas postagens.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Com ela eu preciso sonhar


Todo o escritor que se preze tem que saber pazer poesia, ou poema, sei lá. E eu não sei. Mas sresolvi aprender... Da minha forma, é claro. Odeio regras de redação ou regras de escrita em geral, então fiz minha própria poesia, baseada em esperiencias passadas de minha vida adolescente. Não tem muita métrica, não tem muita organização de sílabas e tal, é só uma poesia, uma bagunça, assim como foram as coisas. Leia e, por favor, não sai daqui sem comentar.

Esse poema é para todos aqueles se sentem como eu. As pessoas dizem: Você é legal, é criativo, é amigo e etc. Mas ELA não gosta de você. Você então se pega pensando: Qual é o meu problema? Se eu sou tudo isso, por que ela não gosta de mim??
Por essas e outras razões, você não consegue falar com ela a respeito. O principal pensamento que vem a sua mente é: Se eu falar ela vai deixar de ser minha amiga e ai vai ser pior. Mas você quer falar, você precisa falar. Ouve a voz dela dentro de você, palpitando junto ao coração, como se ela esperasse por alguém e esse é você. Mas o medo te esfola vivo e você não sai do lugar.
Outro dia acaba e você não se mexeu. Vai pra casa como um fracassado mais uma vez. Só que ela aparece nos últimos momentos, olha pra você, sorri e diz: Até amanhã; Você sente que ganhou o dia. Aquele sorriso foi tudo pra você. Ela é tudo pra você. A mesma cena se repete durante muitos e muitos dias, mas o final não é feliz.


Com ela eu preciso sonhar.

Sozinho em meu quarto,
Sem nada pra fazer.
Esperando o tempo passar.
Com ela eu quero sonhar.

É só nela que eu penso
É por ela que eu respiro.
O amor é meu maior inimigo
Já que ela não está comigo.

Distante por não me amar
Perto por estar em meu coração
Como amo alguém assim?
Tão perto e distante de mim.

Mas ela não sabe disso
Nem sei se vai saber.
O medo corrompe a minha alma
Sua imagem tira a minha calma.

Perdido em minha mente
Ela está nos meus sonhos
Meu coração é todo seu
Ele já não é mais meu.

Seu rosto desenhado,
Uma lágrima no papel,
Sua voz em minha mente,
Palavras de um poeta descontente.

Eu preciso de você!
Uma palavra, um sorriso
Seu rosto, sua presença.
Ah! Como é perfeita!

Ah, como eu amo você
Com todo o meu coração
Nunca gostei de alguém assim
Mas não posso ter você pra mim.

Tentei te esquecer [é impossível]
Tirar você da minha cabeça
Não sei viver sem você, saiba disso
Mas fui só um colega. Do destino, submisso.

Faria tudo por um sorriso, um beijo
Um abraço, um cumprimento
Mas nem amigo eu pude ser
Abra os olhos para que possa ver.
O que é que eu tenho que fazer?

Não pude conquistar seu amor
Deus sabe o quanto eu tentei
Fiz tudo por você
Faria o dobro se precisasse
Tudo para que você me amasse.

Mas um adeus eu consegui
O momento que eu mais temi
Meu coração ainda é seu!
E apesar de você me esquecer
Nas estrelas, o seu rosto eu vou ver

Sozinho em meu quarto,
Sem nada pra fazer.
Esperando o tempo passar.
Com você eu preciso sonhar.



by: Bruno Quaresma da Silva



Bjo.me.manda.um.recado.no.orkut

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Festas de Fim de Ano


Ah, o fim do ano. Época feliz, época alegre, época de ganhar presentes... Única época do ano que você usa essa palavra: Época. Duvido que você diga isso nas férias, na páscoa ou no seu aniversario. Mas, seja como for, esse período - achou que eu ia dizer "época"??? - do ano é marcado por diversos acontecimentos bonitos, entre eles o fim da merda que foi esse seu ano e o início de um ano pior, com mais contas pra pagar e mais gente enchendo o saco. A sua vida está indo normalzinha e tal, até que de repente acabam as aulas, começam as recuperações, voltam a passar aqueles mesmos filmes de natal que passam todo o fim de ano na TV, e toca o clipe da rede globo: "hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou. Nestes novos dias, as alegrias serão de todos, é só querer...". Se deu mal, agora vai ficar com essa música na cabeça o dia todo, hahaha.... Existem duas fazes do fim do ano: O Natal, e a Virada. Vou comentar um pouco sobre as duas.

1-NATAL - Essa é a festa mais divertida do ano, superada inclusive pelo aniversário do seu amigo mais rico, onde você ganha mais presente que ele. Você sabe quando é natal por que as ruas começam a parecer uma gigantesca passeata gay, com todas aquelas luzinhas coloridas como a bandeira dos caras. Você então se enche de alegria, afinal vai para a casa dos seus avós nesse fim de ano! Yes!! Até que enfim sair de casa! Ir pra casa de gente legal, ser paparicado, ganhar presentes de verdade, dar uma cantada naquela sua prima gostosinha... Você tá feito. Arruma as malas, enfia tudo lá dentro e vai. Chegando lá, faltam duas semanas pro natal, você é tratado como um deus, ou uma criancinha. O meu caso é o primeiro.... Bom, ai acontecem aquelas coisas rotineiras, você sai pra fazer compras, brinca com os primos mais novos, dá uns amassos na prima mais velha - aquela gostosinha -, coloca a árvore de natal no lugar depois que seus primos derrubaram pra ver você com a mais velha se beijando... Sabe, essas coisas de família. Mas você não aguenta, não suporta quando, na véspera do natal, tem aquele maldito programa natalino da Xuxa. Sim, terrível! Você não resiste e acaba assistindo, dando aquela desculpa absurda: é só por que não tem outra coisa passando. E não vem não que eu sei que você assiste. É assim todos os anos.

2-A Virada - Com certeza a festa mais alcoólatra do ano. Principalmente quando você tá lá na casa dos seus avós, e o seu tio, faltando quatro horas pra meia noite, já tá lá com uma garrafa de champanhe aberta e uma taça cheia. Diz que é só pra molhar a língua. Duas horas depois, ele ainda está com a língua seca, só que já tem duas garrafas vazias e uma sendo aberta. Chegou a hora da contagem da meia noite, ele prefere contar sentado, ao lado da quinta garrafa. Meia hora depois, vendo os fogos pela globo, ele tá correndo pelado na rua, com a décima garrafa na mão, jogando pedra na decoração de natal dos vizinhos. Terrível. Fora que sempre tem aquele show que é um saco: Roberto Carlos-Especial. Desde que você nasceu, ele canta na Globo. Desde que o seu pai nasceu, ele canta na Globo. Desde que os dinossauros nasceram, essa desgraça canta na Globo!!! E vai cantar pra sempre, é assim a vida, o povo brasileiro gosta de porcaria. Eles tem um lema lá na Globo: "Enquanto tiver uma alma viva, vamos tentar mata-la com o R.C. especial..."

Mas o mais legal das festas de fim de ano é a diversidade. Existem festas e festas, mas todas obedecem um padrão: Festa de Rico e Festa de Pobre.

Festa de Rico sempre acontece em lugares grandes, as vezes em Iates ou condomínios fechados. Chamam os amigos gays e os maridos deles, contratam garçons que fazem o trabalho com o maior desgosto por que preferiam estar com a família. E as crianças? Se são meninas, brincam de Barbie, se são meninos jogam videogame. Agora, ir pra festa pra jogar videogame e brincar de boneca? É por isso que vira gay.

Festa de pobre não... É muita gente, num lugar só, se espremendo que nem sardinha, pouca, ou inexistente, comida, mas muita Skol. As festas de pobre sempre acontecem de forma uniforme: Numa laje banhada a músicas alienígenas, que variam desde o Funk ao Samba. Muita mulher feia com pouca roupa que combine, barriga, ou melhor, banha de fora, piercing saltando do umbigo, sovaco mal raspado, estrias pulando pra fora da parte de trás da coxa, tinta do cabelo escorrendo por causa da garoa... Já o homem, não, o homem é educado, vem bem vestido: Bermudão folgado, geralmente amarelo gema (que mais parece a vestimenta dos sertanejos que tem que atravessar o brejo), chinelão Havaianas ou Raider - daqueles estofados, que faz parte do pé de tanto sebo -, uma corrente semi-enferrujada no pescoço, barba mau feita, barriga de escritório - daquelas que você pode escrever em cima -, tatuagem: "Eu amo a minha mãe" e uma camiseta do Corinthians ou do Palmeiras, dependendo do nível da pobreza. Nessa festa é combinado o que cada um tem que trazer, mas nunca ninguém trás o que deve. Eles trazem o que tem: Farofa de farinha com corante. Só. Elas levam também sacos de uva passa, por que pobre acredita que qualquer problema pode ser resolvido com tal iguaria. A comida tá ruim? Taca Uva passa. Ficou sem gosto: Uva passa. O fogo não acende: Uva passa nele. Sobremesa? Uva passa. O que ninguém para pra pensar é que essa coisa nem gosto tem. Ninguém quer trazer o frango, ou peru, então decidem que trarão carne mesmo, pro churrascão. Eles levam também a cerveja, mesmo se ninguém pedir. Litros de cerveja, mas litros mesmo, sabe, tipo barris de cerveja enlatada. Está pronta a festa do pobre, a não ser pelo Zé que teve que trabalhar de garçom da festa dos ricos.

Os ricos então, numa total falta de educação, não esperam uns aos outros para comer, vão pegando, cutucando, picotando, assim que chegam, porém de maneira culta. Eles beliscam um pouquinho aqui, um pouquinho ali e assim vai a festa toda. Tá louco, meu! Rico não come, rico cheira. Rico tateia a comida. Parece que o dinheiro vai embora se eles comerem de verdade, então eles se entopem de vinho durante a festa, pois é melhor sair bêbado e rico do que comer e parecer pobre. Por que pobre, Há! Eles sim comem. Mas têm hora pra comer: quando todo mundo come. Antes Disso eles se embebedam, isso não tem hora. Fora que pobre também não come, pobre destroe. Parece que pobre é treinado pra colocar o máximo de comida dentro de um prato só, sem derrubar e ocupando todos os espacinhos. Pobre tem uma facilidade pra isso, uma visão do espacial muito exata. Ai fica aquela montanha enorme de farofa com carne que é empurrada colherada por colherada, goela abaixo, junto com cerveja quente. E os filhos de pobre? Se são meninos, puxam o sutiã das meninas, se são meninas, contam pras mães... Ou entram na brincadeira, puxando a cueca dos meninos, e afins...

Mas o curioso é que em todas as festas, seja rico ou pobre, as pessoas sempre saem bêbadas ou grávidas. A diferença é que o rico não vai ter o que vomitar na hora da ressaca, e o pobre não vai ter onde enfiar outra criança...



Boas festas!!


P.S.: Será que dá pra comentar essa birosca por favor???


bjo.me.manda.um.recado.no.orkut

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crise Mundial 2009 - SlideShow


"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.
Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
Se quiser, repasse, se não, o que importa?
O nosso almoço tá garantido mesmo..."


Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Memórias Póstumas de D. Silva


Pessoas nascem. Pessoas morrem. Pessoas tomam decisões. As pessoas acertam. As pessoas erram. Todos os dias. Quando acertam, comemoram. Quando erram, se redimem. Meu nome é D. Silva, e eu me redimi. Pena que foi bem no dia em que eu morri.
Eram seis horas da tarde. Mais uma vez eu chegava em casa com uma garrafa de Wisky na mão. Frustrado, acabado, sem razão para viver.
Na minha gaveta havia uma arma e uma foto. Eu estava de uniforme ao lado do meu antigo parceiro, Bruno. Trabalhei por 14 anos quando estive na polícia.
Meu vizinho bateu a minha porta. Tinha um bilhete dizendo que o filho mais novo, prodígio, P.C. Junior seria sequestrado. 500 mil dólares deveriam ser deixados na banca de jornais perto da estação do trem, as 10:50. Ele já tinha o dinheiro, mas não confiava na polícia para isso.
Eu disse a ele que não serviria para isso. Estava aposentado.
- Eu sei do seu passado. – Ele disse – Só confio em você. B Bruno só confiava em você.
Minha respiração aumentou. Como ele sabia? Era juiz, sabia de tudo.
- Sabe que eu o matei. – Disse a ele.
- O que sei é que salvou a vida dele. Ele foi morto por um atirador vindo de trás. Para te salvar. Mas o meu filho...
Engoli seco.Concordei. Peguei minha arma, a fotografia, e fui.
Cheguei, como um bêbado, à banca de jornal. Cai metros a frente e lá fiquei. Ninguém suspeitou, já que aquela era minha imagem mais comum.
Meu vizinho deixou o dinheiro no local e horário, e, conforme as ordens, pegou o trem das 11. Um cara encapuzado apareceu com uma bolsa cheia de chocolate. Deixou na Banca da Zoraide, a chocólatra. Pegou o dinheiro e foi.
Esbarrei nele, deixando-lhe um rastreador. Segui de longe com o GPS, até o cativeiro. Encontrei sete homens armados até os dentes e P.C. Junior entrando no sistema de energia elétrica de metade do país. Ele valia cada centavo pago pelo pai.
Inciei um tiroteio para salvar o garoto. De parede em parede, abaixado ou em pé, atirava sem parar. Matei cinco dos homens. Junior estava abaixado. Havia acabado de deixar 18 estados num terrível apagão.
O peguei pela mão para tirá-lo dali. As sirenes policiais já podiam ser ouvidas. Peguei o garoto pela mão. Quando estávamos saindo, levei dois tiros repentinos nas costas, e um no ombro, pela frente.
Cai ajoelhado, mas tive forças para matar o homem que atirou pela frente. Ordenei que o garoto corresse e caí no chão, como morto.
O sétimo homem olhou para mim, mas não deu ousadia. Virou as costas e foi atrás do P.C. Consegui mata-lo com as duas balas que sobraram. E com minhas últimas forças peguei a fotografia, ironicamente, manchada pelo meu sangue. Não tive forças para olhar pra ela. Só me lembro de ver o garoto rodeado por policiais. Ele estava a salvo, e eu morri em paz.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aff...


Irado...
Dois assuntos que eu gostaria muito de meter o pau, com todo o perdão da palavra:
1-UNIBAN - Que é uma universidade fantástica, ninguém pode contestar. Ótimos cursos, alunos inteligentes... Essas coisas. Mas tal universidade foi alvo de críticas nesses últimos dias. E tal assunto também, mas não pelo motivo que todo mundo tá falando.
Você sabe da história melhor que eu, até por que isso não me interessa em nada, mas eu vou falar um pouco, só por regra de redação, sabe, "Introdução, Corpo e Finalização". Ah, sei lá se essas são as regras, e pouco me importa também. Mas, eis ai a Fábula da Geisy - Que nome ridículo.

Geisy era uma garotinha bunduda e gorduchinha.
Ia para a UNIBAN estudar, mas suas ancas gostava de mostrar.
Com roupas provocantes e sensuais, deixava à vista suas saídas anais.
Assim andava pelo corredor, Geisy, o terror.

Feliz e tranquila, Geisy estudava,
E a todos os homens, ela provocava.
Até que um dia um deles se cansou, e a multidão ele incitou:
“A Geisy está a passar, oh vamos sacanear”.

E cada vez gritavam mais. Pelos corredores pareciam animais.
Geisy assustada, corria quase pelada:
Socorro! Segurança!! Ela havia feito lambança.
Trancada conseguiu ficar, esperando a polícia militar.

Em fim a polícia chegou! Em segurança a Geisy ficou.
Mas não adiantou correr, a bolsa de estudos ela ia perder.
E a mídia encheu o saco, quase mandou a UNIBAN pro buraco.
A história não termina mais? Termina com o Reitor voltando atrás.

É, resumidamente essa é a história da Geisy, uma vadiazinha que viu sua vida dar um salto imenso depois que teve seu próprio escândalo noticiado em nível mundial. Meu, até convite pra posar nua ela já recebeu, acredita??
Tá ai, meus parabéns, Geisy. Tudo de bom pra você. E muito obrigado por fazer da minha televisão e da internet mundial seu pequeno circo particular.
Mas a minha crítica não é pra esquisita que desrespeitou as regras da escola e, de maneira totalmente justa, foi expulsa da facul. Minha crítica é para os aparecidos que criticaram a decisão da faculdade. Primeiro que a regra da escola dizia claramente que tais trajes não poderiam ser usados nas dependências do campus. Segundo que ela provocava a muito tempo. Sempre ia com “mini-roupas”, balançando tudo o que tinha direito. Meu, tava pedindo pra ser estuprada.
Mas a coordenação da universidade não foi competente o suficiente para expulsar a menina na hora que devia, tiveram que esperar o mundo inteiro ver que tinham alunos vândalos e indecentes para expulsá-la junto com outros trinta imbecis. E como se não bastasse, em meio a muita vergonha, o "magnífico" reitor teve que se retratar e receber a aluna por mais dois meses, tudo isso para não sujar ainda mais o nome da faculdade. Quanto a Geisy?? Bom, ela deve terminar esse ano com boas notas e posar pra revista que a convidou. Ué... Quem precisa de faculdade se pode pagar a vida com escândalos?

2-Policiais. Eu não sou muito de ficar criticando a polícia, até por que eles são os verdadeiros heróis desse país. Eles e os bombeiros. Policiais trabalham para que as vidas que os Bombeiros salvam, não sejam perdidas. Mas às vezes abusam.
Estou completamente de acordo com a prisão do Danilo Gentili. Uma lei perfeita na cidade de Assis que não permite vadiagem diz que você vai preso se for um vagabundo. E a lei funciona, tanto é que o Gentili foi preso. O problema é como ele foi preso. Machucaram o cara, abusaram da autoridade até não querer mais. É claro, temos que entender que os policiais estão de saco cheio de receber ameaças, de serem criticados pela mídia e pelo populacho desse país, e de se estressarem para conseguir o salário ridículo que o governo paga pra eles. Mas mano, respeito gera respeito, né. Não precisava daquilo tudo, o Gentili tava cooperando. Fico preocupado se por acaso algum dia eu for preso e levar umas daquelas também, mesmo se eu cooperar. Cara, isso não se faz. Uma punição pra aqueles caras ia ser bem-vinda, com certeza.

Bom, acho que é isso. Ia falar algo sobre o apagão ou alguma outra coisa também, mas to preocupado com uns negócios aqui, então:
bjo.me.manda.um.recado.no.orkut

Quanto à imagem de hoje??? Aff, sei lá... "Adoro" pinguins. Animal inútil, igual à gíria que eu usei no título.

Call of Zulu IV - O segredo



Domingo, 7 de junho de 2009, 7 da manhã

-Tenho que contar algo para vocês. São os únicos em quem posso confiar. - Rebaixou-se, sua alteza real, o diretor, ao nível de 4 alunos do terceiro ano, após parar o carro na beira da estrada, o único local seguro o bastante. - Eu não sei mais o que fazer.
-Oh grande mestre, diga-nos. Sou-lhe inteiramente ouvidos. - Um dos alunos puxou o saco.
-Há alguns dias, rumores de que uma de nossas servidoras havia tido um noivo que morreu foram ouvidos pelas veredas do colégio.
-Oh vida! Isso é terrível! - Disse outro dos alunos.
-Uma de nossas servidoras? Não posso acreditar. Mas, poderoso, - Aquele lá continuou puxando o saco - qual seria a servidora?
Sua alteza suspirou alto:
-O nome dela... - ele olhou para seus discípulos - É Eliana Gava.
-Ohh!!! - Eles não puderam acreditar. - Gava??
-Gava para mim era sinônimo de auto-sustentabilidade... - Disse um deles.
-De individualidade total... - Disse outro.
-De autonomia... - Mais um.
-De comida árabe. - E o quarto. - Mas, oh poderoso mestre, até eu estaria como o senhor está, se eu fosse o senhor. Mas saiba, soberano, que mesmo nesse vosso momento de fraqueza ainda continuo admirando e idolatrando o senhor. - Arrancou o saco por completo, o aluno.
-Bom, é isso, crianças. Agora vamos todos ali para o Parque da Mônica começar nossa excursão, enquanto os outros 300 alunos bobinhos continuam se matando de estudar! - Disse o diretor.
-Eba!! - Os alunos saíram do carro, pulando de felicidade, correndo até os portões do playground da dentuça, mas uma ficou para trás.
-Mestre diretor. Não quero ser intrometida, mas... O senhor sabe quem é o único capaz de resolver essa situação. - Disse a encarnação de um porcão palmeirense roxo com nome de atriz mexicana, Paola - A Mortal.
-Eu sei. Mas devo confessar que aquele homem me dá arrepios.
-Ele não é homem. É o Zulu.
Paola se virou e levantou os olhos para o coelho esquisito da valentona. Lá no alto, uma figura medonha de casaco marrom balançando ao vento, fulminava a todos com seu olhar frio e calculista. Paola fez um sinal afirmativo para ele. Ele se virou e desapareceu, como num passe de mágica.
Os dias correram tranquilamente, como se nada estivesse acontecendo. A não ser pelos boatos do noivo da lindinha que corriam soltos como cabritos em época de acasalamento, não respeitando credos, raças, salas, departamentos ou opção sexual. Quase todos já tinham ouvido algo a respeito. As mais diversas versões já circulavam nos corredores da escola e na internet. Comunidades no Orkut com nomes como: “Ela já teve um noivo” e “Por que não pode ser eu” já davam pau no Google de tantos membros que participavam. Os perfis fakes “@ElianaMininona” e “@Ricardão_Gava” já batiam todos os recordes de seguidores do twitter. Digitando “O noivo da Gava” no Google, mais de 264.000.000 de paginas poderiam ser encontradas. E em Hollywood o mais novo filme já estava em cartaz: “O Noivo Cadáver”. Sim, um dos quatro alunos abriu a boca, e ai já viu, né...
A história chegou aos professores. Era justamente o último lugar onde poderia ter chegado. Isso significava que a panela realmente encheu.
Os professores conversavam após as aulas de segunda-feira a tarde, quase no fim do expediente. Discutiam numa roda, a portas fechadas, dentro da Sala Mortal, num bate-papo sinistro, onde ninguém entendia nada, poucos entendiam tudo e todos se entendiam perfeitamente:
-É, por que com certeza foi isso mesmo. – Matemáticou Newton.
-Não, não pode ser. Essa história é furada. –A geografia bate de frente com a matemática.
- AH!!!!! Sabe o que eu acho? – A professora Ana Paula entrou na conversa. Há! Agora já era. – Pra mim o noivo dela foi abduzido por alienígenas – Ver Call of Zulu 3, A Invasão.
-Que alienígenas o que... Isso tudo é balela. Pra mim ele virou uma estrela do rock, assim como eu, e desapareceu. – Disse Jônatas, PopStar.
-Mas será que isso é verdade mesmo? Ela sempre foi tão segura de si. – Afirmou Ed, mais conhecido como Romer.
-Ué, ela pode estar fingindo para manter sua imagem. Filósofos fazem isso o tempo todo. – Arremessou, longe, muito longe, Mara.
-Coleguinhas, ela tá vindo numa velocidade de 4km/h, numa aceleração media de 1,2 e1,3 m/s², sob a trajetória do vento a nordeste em 7km/h de temperatura constante de 28ºC. Pesa aproximadamente 52 Kilos, o que lhe confere pouco atrito e 52 Kilos de retorno da Terra a cada passada. – Anunciou Murilo, o louco. – Deve estar aqui em 3, 2, 1...
-Oi lindinhos.
Cada um sorriu como pôde. Foram dando desculpas completamente esfarrapadas como: “Puts! Esqueci o canetão no 3ºD”, ou “Deixa eu ir que tem ensaio da Cabana”, e saíram todos menos um. Sim, ele, que até agora observada tudo do canto, sem dizer uma palavra, o grande, o poderoso, o implacável... Não, dessa vez não era Zulu, era o Ruy!
Ele se dirigiu à Gava:
-É... Professora, sabe eu... Eu fico até meio sem jeito... Cê sabe, num pega bem pra mim e tal, to fazendo regime, malhação, vou ficar bombado, Jackson Five coisa e tal, mas eu queria te fazer uma pergunta indiscreta.
-Claro. Pode fazer, lindinho.
-É que, tipo assim... To com vergonha, mas... Faz um chapéu de marinheiro pra mim? É que vai ter trote do terceiro ano na quarta e...
-Lindinho, quarta-feira você não tem aula e o trote foi cancelado.
-Ufa, que ótimo. Bom, eu vou embora então. Nem sei o que eu to fazendo aqui. Sabe, segunda-feira eu também não tenho aula. Dãã... Alias, seu filme vai sair amanhã.
-Meu filme?
-É. Sobre o seu noivo.
-Nossa, eu nem sabia.
-Nem eu. Descobri desse filme hoje, na crônica do Jack...
-Sobre o meu noivo. Eu nunca tive noivo.
-Não?
-Não.
-Não?
-Não.
Uma pausa e:
-Não?
-Não.
Uma pausa maior:
-Não?
-Não.
-Uau. Mas então o que a escola inteira está comentando não é verdade?
-A escola inteira?
-Sim. Já saíram as mais belas e criativas histórias. Saiu até uma musica:

Santa Gava, hoje Eliana
Mas um dia o noivo despertou
Deixou de ser gigante adormecido
E dele um anão se levantou
E foi num país subdesenvolvido
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc.

-Nossa, mas tudo isso é mentira. Eu nunca tive noivo, ou marido, ou namorado, ou amante, ou uns catos... Bom, uns ficantes, quem sabe, hehe... Mas o fato é que eu nunca tive noivo nenhum.
-Hum. Entendi. Bom, então vou ajudar a desmentir essa história. Mas antes eu vou pra casa usar a internet. Tenho que sair da comunidade “Eliana Faturou” e dizer pro pessoal do Twitter que o Ricardão é um fake. Até mais.
E lá foi Ruy, puxando sua malinha com rodas. Ele sumiu.
-Ufa. – Suspirou Eliana. Ela tinha algo a esconder.
Começou a retirar um papel de sua mala, mas foi interrompida.
-Essa foi por pouco, ein? – Uma voz grossa e imponente fez a sala toda tremer. Era Zulu. Aparecera do nada, apoiado num dos umbrais da porta da Sala do Conselho do Mal.
Gava escondeu o papel de baixo do braço rapidamente.
-O que, lindinho?
-Quase que ele descobre.
-Eu nã... Não sei do que está falando. – Ela se levantou e virou as costas, andando na direção contrária, para melhor esconder o papel.
-Ambos sabemos, professora, qual é a história verdadeira.
Eliana arregalou os olhos. Como ele poderia saber? Ninguém sabia, então como? Esquecera que ele não era alguém, era o Zulu.
Gava se virou para tentar explicar, mas ele havia sumido... Repentinamente.
Ela estava assustada. Mas no fundo sabia que Zulu não diria nada a ninguém. Levantou o papel para vê-lo melhor. Uma lágrima rolou de sua face. Amara muito aquele homem.
A lágrima manchou o papel. Ela rapidamente tentou limpar, mas foi em vão.
O papel ficou gravado com aquela gota salgada. Ela sentiu por isso. Aquele documento era a única lembrança que guardara de seu único e verdadeiro amor: era o atestado de óbito de Michael Jackson...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CAll of Zulu 3 - A Invasão



Sexta-Feira, 06/10, madrugada quente e seca. Céu estrelado. A região de Campinas dorme profundamente, um sono tranquilo e reparador, sem saber de que estava para a acontecer.
-Base, aqui é Bravo Juliet Omo-97. Câmbio. - Disse Zé, o piloto do helicóptero militar da Associação Internacional das Pessoas Inteligentes que se Vestem Bem, Dão Gritinhos e Protegem a Terra de Alienígenas e Marcianos que Tentam Invadir o Planeta Secretamente Sem Contar a Ninguém-Ahhhhhhh!!!!! Mais conhecida como AIPIVBDGPTAMTIPSSCN-Ahhhhhhh!!!
-BJO-97, prossiga.
-O clima parece perfeito. E a cidade está calma e iluminada. Nada de estranho a relatar.
-Certo BJO-97, continue a varredura e avise se vir alguma coisa. Continuaremos com a cobertura do satélite.
-Positivo operante, base.
[Dentro do helicóptero, copiloto para piloto]
-Hey, o que é aquela luz ali?
Eles olharam.
-Não tem nada no radar. - Disse o piloto. - Base, aqui é BJO-97, na escuta?
-BJO-97, prossiga.
-Uma possível aeronave não identificada, vindo em nossa direção. Não tem nada no radar.
-Tem certeza, BJO-97? Não vejo nada no satélite.
-Certeza absoluta, base. Mas eu não... Ué? O que é isso? - A luz começou a aumentar - Base? Base! Nãooo!!!!! - A luz envolveu o helicóptero, fazendo-o desaparecer para todo o sempre.
E toda a região de campinas ficou em completa escuridão. Um apagão total.

Mesma sexta-feira, 6h45min, os professores do colégio UNASP chegam, feito os "maiorais", em câmera lenta. Só não se tocam que eles são os únicos em câmera lenta.
-O que vocês estão fazendo? - Pergunta sua majestade, o diretor, ao ver seus subordinados brincando de "Monstros S.A.".
-Eeeeessssssttttttaaaammmoooossss iiiinnnnnddddoooo tttrrrraaaabbbbaaalllhhhaaarrrr. - Responde, também em câmera lenta, a professora Mara, é claro.
Dez minutos depois, estavam todos reunidos no "Salão da Morte Lenta e Dolorosa".
-Oh vida cruel - Disse Jônatas, o Pr. (apenas em nível de curiosidade, Oh Vida Cruel era a nova musica dele) - Aquele 3ºC ainda vai acabar comigo.
-Nem me fale. - Disse Newton, o bombado. - Minhas energias vão acabar qualquer dia desses.
-Nem me fale em acabar a energia, você viu hoje de madrugada? - Disse a mais insana dos professores: Stella. - Tava lá em casa, toda feliz, assistindo o seriado da Rebecca, quando tudo apagou. Foi assustador.
-O que será que deve ter acontecido, lindinhos? - Inconfundível, né??
-Eu acredito que é algo relacionado com os níveis geomorfológicos de uma determinada causa heteroterrena cosmomodificada pela extração de diversas camadas de energia elétrica autorenovaveis, ou algo relacionado à Hidrelétrica de Itaipu.
-Claro, mas quem sabe uma falha química relacionada à questões emocionais de seus funcionários. - Disse o psicólogo Ruy.
-Oh yes, I think that this is the end of the earth...
Uma discussão terrível, como aquelas que já conhecemos, se iniciou, mas foi interrompida, não por alguma ação superpoderosa de nosso herói: Zulu, mas por um grito alto e fino de Ana Paula:
-AHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!
Todos, assustados, se silenciaram e olharam para ela.
-Não é nada disso o que vocês estão falando. Eu sei o motivo real do apagão.
-Ora, então nos diga. - Ordenou sua Alteza, o diretor.
-Eu não posso. É Victoria Secret.
-O que??
-Victoria Secret não, é Top Secret. Me desculpem. É que eu assino.
-Ah sim!
Os professores começaram a reclamar, todos ao mesmo tempo.
-Aiiiiiii!!! Tah bom! Eu falo. Mas nada do que eu disser deve ser relatado fora desta sala, entenderam bem? Certo, eu vou dizer o que aconteceu. Todo o ano centenas de OVINIs extraterrestres invadem a nossa atmosfera em busca de energia para, um dia, invadir esse planeta e dominar o universo. Eles param em cima das grandes cidades e sugam toda a energia delas. Mas às vezes não é o suficiente e eles têm que ir para cidades maiores. E isso é perigoso, por que às vezes eles abduzem as pessoas e retiram seus órgãos. Eu não tenho nada contra isso, mas tenho medo, afinal, tudo bem se tirarem os nossos órgãos, o problema vai ser na hora de colocar de volta, por que as vezes eles não colocam direito e a gente pode morrer.
Todos ouviram a história da professora atentamente. Estavam com as bocas e olhos arregalados. Mas não seguraram por muito tempo e se acabaram numa risada longa e debochante:
-Extraterrestres??? Sahusuasuhaushuahsuhaushua!!!!!!! - Riu Ruy. [Entendeu a piada?? Riu Ruy, Ruy Ri, Rou Rou, Ri Ruy...]
-Na terra??? - Nova musica do Pr. Jonatas: Na Terra.
-Baaaahhhhhhhh! - Gritou Murilo, o sem noção.
- Sauhsuausuahsuhauhsuahuhuahhhhhsuahsuhaushuahushauhsuau.....
-É sério! - Disse Ana Paula.
-Chega pessoal, tá bom. - Disse o grande e poderoso rei daquela escola. - Parem de debochar da colega sobrenatural...
Mais risadas.
-Não querem acreditar, não acreditem, mas eu sei por que eu sou membro da Associação Internacional das Pessoas Inteligentes que se Vestem Bem, Dão Gritinhos e Protegem a Terra de Alienígenas e Marcianos que Tentam Invadir o Planeta Secretamente Sem Contar a Ninguém-Ahhhhhhh!!!!! Mais conhecida como AIPIVBDGPTAMTIPSSCN-Ahhhhhhh!!! E sei dessas coisas, tá.
Ela saiu nervosa da Sala do Mal, e dirigiu-se até sua primeira aula. Os outros dispersaram-se lentamente.

Zulu foi o último a sair daquela sala. Com seu chapéu tapando-lhe a vista e sua capa chacoalhando ao vento, ele saiu pela porta de trás do prédio escolar.
Dirigiu-se ao milharal. Olhou para os lados, para ver se ninguém olhava, e sumiu, milharam a dentro. Uma luz repentina abduziu-o e o tirou dali.

Dentro de um OVINI nefasto e obscuro, uma portinhola se abria no chão. Uma figura assustadora emergiu de lá. Um negão forte, de capa e chapel. Era Zulu...
-Paz. - Seus amigos, igualmente vestidos, saudaram-lhe com um sinal esquisito que faziam com os dedos.
-Paz. - Ele repetiu o gesto. - Temos que terminar logo. Já estão suspeitando.
-Como assim?
-Uma de minhas colegas sabe sobre nossos objetivos. Vamos terminar com São Paulo, Nova York e Tókio, e dar inicio à nossa missão. Só cuidado na hora de recolocar os órgãos no lugar. Não queremos mais nenhum humano como Maradona.
-Aff....
-Credo!
-Foi horrivel!
-Pois é. Então não vamos errar de novo. - Concluiu Zulu. - Em breve o mundo saberá quem eu realmente sou. Darth Vader!! Ahahahahahaaha!!!! Ahahahahahahaha!!!!! Vou dominar o mundo!!!!!! Ahahahahahahahaha!!!! Mas Veja bem...


bjo.me.manda.um.recado.no.orkut

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Campori Servos do Rei



É, povo. É isso mesmo, o Campori Servos Rei, o X Campori de desbravadores da AP, deu o que falar.
Pra começar, vamos falar da parte boa: As amizades. Ah sim!!! As amizades que a gente faz no campori é a parte mais legal. Conheci menos gente dessa vez, mas as que eu conheci já valeram a pena. Adorei o povo todo, e agora converso com eles pela internet.
Mas o campori, esse campori em especial, teve outro lado. Um lado sombrio e nefasto que até mesmo a cruz ele derrubou...
Digamos que deve ter faltado algo do tipo empenho ou planejamento. Cara, muita coisa deu errado. A começar pela água. Nossa! Como faltou água lá! Tá louco! E não vem colocar a culpa no desbravador não. Ah, claro que a maioria dos quase 3.000 desbravadores que foram naquele campori era esbanjadora e não tava nem ai para o gasto de água, e também aqueles Staffs que deixavam todo mundo tomar banho como se estivesse em casa, mas eles não foram os maiores culpados. É... A culpa é - não vou citar nomes - da compra do Camping Pr. Silvestre. Vamos falar a verdade, vai... Essa compra foi uma jogada - milionária - de marketing, já que o Espaço Vida Natural estava quase falido, e só uma boa jogada de marketing para trazer turistas ricos de volta àquela clínica. Nada melhor que um camping para trazer pessoas ricas e fazer aquele lugar mais conhecido. É claro que não devem ter levado em consideração que o lugar é uma cratera no meio do NADA, sem água, e muito, mas muito mato em volta.
Muita grana está sendo investida daquele lugar. E tem que ser assim mesmo. O camping [ainda] não tem estrutura para abrigar 3000 desbravadores num campori. Uma prova disso é a falta de água que nos assolou durante os dias de acampamento. Não culpem os desbravadores por isso...
Mas o campori foi muito bom. Campori sem problemas não é campori. Não quer problemas?? Então fique em casa, ou se mate, sei lá... Tirando, é claro, a queda da cruz no meio da programação, falhazinhas elétricas, referências católicas numa programação protestante (não tenho nada contra isso, mas tem gente que tem), o jogo do Corinthians X Palmeiras que foi acompanhado pelo rádio e em Ifones e MP10s, as provas que foram muito, mas muito fracas, desbravadores que beijaram a vontade sem temer os Staff, e outras "coisitas" mais, o campori até que foi bom.
Infelizmente nosso visionário líder Pr. Venefrides, responsável por obras fantásticas como o Campori Mais que Ouro, o Coragem a Toda Prova e o faraônico Coragem pra Vencer, e sua equipe deixaram desejar nesse campori que só não foi mais fraco que campori regional.
Mas eu e outros 3000 desbravadores temos fé de que os próximos camporis serão bem melhores.
Maranata pra vocês!!!

PS.: Fiz videos no campori... Quem quiser, dá uma olhada lá: www.youtube.com/11jackbauer11
PS.2: Foto: Meu clube do coração: Stéfanos - OUROOOO!! Chupa Argentina!!!!!
bjo.me.manda.um.recado.no.orkut